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Novo Corolla GLi 1.8 mostra maturidade

Mudar um dos carros mais vendidos do mundo não deve ter sido tarefa fácil. Ainda mais quando o modelo em questão é conhecido pelo aspecto conservador. Sim, estamos falando do Corolla, que chega à décima primeira geração com algumas novidades para os fiéis compradores do modelo e outras para tentar conquistar os que o achavam um pouco careta demais. Pelo o que notamos na versão mais em conta GLi 1.8 Flex, as chances da Toyota atingir seus objetivos parecem boas.

Não foram poucas as pessoas que pararam na rua para olhar o desenho desse sedã. Não que seja um primor do design automotivo, mas não dá para negar que melhorou bem em relação ao modelo anterior. Como dizem alguns colegas aqui da redação, nem parece um Corolla. A frente em harmonia com as linhas da grade, de aspecto moderno e com ar de sofisticação é um dos pontos que mais chamam atenção. Mesmo nessa versão mais simples, o carro não deixa de ser classudo. Uma das únicas diferenças na comparação com as versões mais caras é a falta dos faróis auxiliares de neblina. E nada de calotas. Há rodas de liga leve, de aro 16, montadas em pneus 205/55R.

Por dentro, as boas surpresas continuam. Não há dúvida de que quiseram deixar clara a melhoria do nível de acabamento, pelo menos em alguns aspectos. A superfície do painel recebeu revestimento e exibe uma espessa costura que fica bem visível. O mesmo acontece com o volante de três raios, com os principais comandos do sistema de som e do computador de bordo. Há quem possa achar o painel muito chapado, mas o efeito deve ser proposital para transmitir aquela ideia de robustez que o Corolla sempre teve. Agora o carro vem de série com cinco airbags, além de ISOFIX e travamento automático das portas a partir de 20 km/h.

De tecido ou couro, os bancos ficaram mais finos, mas com espumas mais densas, diz a fabricante. Há mais espaço , os joelhos (+ 8,5 cm), pés (+ 9,2 cm) e a distância entre-eixos é de generosos 2,7 metros, o que deixou o Corolla ainda mais confortável. Além disso, o nível de ruído está menor por causa da instalação das novas mantas acústicas e do carpete mais espesso. De acordo com a Toyota, a 100 km/h, baixou de 66,6 dB para 63,8 dB. Realmente, dirigindo tanto na cidade quanto na estrada o sedã se mostra silencioso. O silêncio é quebrado apenas em alguns instantes pelo som rouco do motor quando o ponteiro do conta-giros começa a ficar próximo dos 4.000 rpm.

Agora que está com câmbio CVT, com relações de marcha continuamente variáveis, há pouca variação de rotação. O carro vai ganhando velocidade, mas o motor se mantém quase na mesma, sem oscilações, evitando trancos. Para dar um pouco mais de sabor à condução é possível usar o modo sequencial, que simula até sete marchas. É um recurso que ajuda a dar mais agilidade em subidas e nas ultrapassagens, ou até mesmo em trechos sinuosos. Nessa versão mais em conta GLi, não há as hastes atrás do volante, que facilitam as trocas e animam a estabelecer uma tocada mais dinâmica, digamos.

De qualquer forma, principalmente com motor 1.8, o forte do Corolla é mesmo a economia de combustível. De acordo com o Programa de Etiquetagem do INMETRO, o sedã faz 11,4 km/l de gasolina na cidades e 13,2 km/l na estrada. Com apenas etanol no tanque, esses números mudam para 7,8 km/l e 9,2 km/l, respectivamente.

Mesmo assim, o motor 1.8 Flex, que agora dispensa o tanquinho de partida a frio, rende bons 144 cv e 18,4 kgfm de torque a 4.200 rpm, o que é suficiente para dar boa agilidade ao carro. A Toyota diz que a direção ficou 8% mais direta. Mas isso influenciou muito pouco no comportamento do Corolla, que continua anestesiado, sem transmitir muito o que acontece entre os pneus e o asfalto. Em contrapartida, passa praticamente incólume ao asfalto crocante que temos nas principais vias mal conservadas desse país. E nas curvas transmite segurança, sempre equilibrado.

Evoluído como nunca, o novo Corolla se mostra capaz de se manter entre os modelos mais vendidos do mercado e brigar com seu principal rival, o Honda Civic, que também chegará no segundo semestre. Menos conservador, mais confortável e eficiente, a versão GLi evolui, mostrando maturidade e com a economia de combustível entre os destaques.

 

Ficha técnica

 

Preço: a partir de R$ 69.990 (CVT)

 

Motor: dianteiro, transversal, 1.8, 16V, flex

 

Potência (cv): 139 (G) / 144 (E) a 6.000 rpm

 

Torque (kgfm): 17,7 (G) / 18,4 (E) a 4.400 rpm

 

Transmissão: automático, CVT, simula 7 marchas

 

Dimensões (m): 4,62 (comprimento), 1,78 (largura), 1,48 (altura), 2,70 (entre-eixos)

 

Peso (kg): 1.660 kg

 

Tanque: 60 litros

 

Porta-malas: 460 litros

 

Fonte: Car and Driver

 

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