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Toyota vive em ilha de prosperidade no Brasil

Enquanto o mercado brasileiro de veículos acumula queda que já passa dos 5% em relação ao ano passado, a Toyota vive situação descolada da realidade, com vendas aquecidas e duas fábricas bem ocupadas, como nunca aconteceu antes em sua história de mais de 50 anos no Brasil. “Sei que estamos vivendo em uma ilha no meio da crise”, reconhece Luiz Carlos Andrade Jr., vice-presidente da montadora no país. Segundo ele, a empresa trabalha com projeção total de 3,67 milhões de unidades vendidas este ano, o que significaria retração de 2,6% na comparação com 2013. Mesmo assim, o executivo estima que a Toyota vai encerrar o ano no campo positivo. “Deveremos crescer, mas pouco, até por causa da limitação de capacidade de produção”, diz.

 

Andrade se refere principalmente à fábrica de Sorocaba (SP), inaugurada em agosto de 2012 para produzir o Etios (hatch e sedã), que colocou a marca japonesa no segmento de compactos no país, onde estão concentradas mais de 70% das vendas. “Estamos trabalhando no topo da capacidade lá”, admite Koji Kondo, presidente da Toyota do Brasil. A planta foi projetada para fazer 65 mil carros por ano em dois turnos. Com o aumento da demanda pelo Etios, tem sido normal a convocação de trabalho em horas extras em alguns dias da semana e aos sábados.

 

“Para adotar o terceiro turno precisaríamos contratar mais 400 pessoas”, diz Kondo, deixando nas entrelinhas que pretende adiar essa decisão pelo maior tempo possível, para evitar correr o risco de ter excedente de mão de obra em caso de retração maior do mercado.

 

Em um ano e oito meses de operação, no fim de março passado a fábrica de Sorocaba atingiu a marca de 100 mil Etios produzidos, número bastante próximo da capacidade máxima prevista para dois turnos de produção. Em 2013 foram vendidas 62 mil unidades e nos primeiros quatro meses de 2014 foram emplacados 19,6 mil, somando hatch (11.472) e sedã (8.156). Apesar do acabamento pobre e design apagado, o carro, segundo Andrade, vem conquistando consumidores pela qualidade e confiabilidade percebida na marca.

 

O recém-renovado sedã médio Corolla, este fabricado em Indaiatuba (SP), também está indo bem. Após o lançamento da nova geração, em março passado, as vendas do modelo quase dobraram em abril, saltando para 5,5 mil unidades. Com isso o Corolla se manteve como segundo carro mais vendido de seu segmento, bem perto do primeiro colocado, o rival Honda Civic, que vendeu 5,7 mil no mesmo mês.

 

Com sua entrada no segmento de compactos, as vendas da Toyota dispararam no País. A montadora experimentou crescimento de 54,8% em 2013 sobre 2012 e se firmou como sétima marca mais vendida do país. No primeiro quadrimestre o avanço foi de 3,3% sobre o mesmo período do ano passado, com 53 mil unidades emplacadas, que garantiu aumento de participação de mercado de 4,6% para 5%.

 

Fonte: Automotive Business

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