Ecoeficiência das operações

<103-1, 103-2 e 103-3>

Vindo do Japão, o conceito de ecofactory tem como pilar principal o Projeto Morizukuri, palavra japonesa que significa “criar floresta”. Além dos aspectos produtivos, as fábricas construídas ou readequadas dentro desse conceito adotam metas de ecoeficiência de padrão mundial, estabelecendo uma série de melhorias ambientais em energia, emissões e resíduos e combinando tecnologia de ponta e kaizens de eficiência e produtividade - tudo sem impactar a qualidade de vida dos habitantes do município e cidades vizinhas ou gerar risco de qualquer contaminação ambiental.

A Toyota Motor Corporation tem como meta readequar ou inaugurar 100% de suas unidades de produção ao redor do mundo com base nesse modelo. No Brasil, a primeira planta ecofactory foi a de Sorocaba, construída em 2012. Na sequência, a unidade de Porto Feliz foi concebida como ecofactory: o uso de areia inorgânica na construção, o sistema de produção compacto e o uso de energia solar na iluminação de espaços externos são apenas alguns dos destaques.

Energia

<302-1, 302-3, 302-4>

A redução do consumo de energia nas operações e da adoção de recursos de fonte renovável é um dos grandes focos de trabalhos das unidades da TDB. No ano fiscal 2017/2018, houve um aumento no consumo de eletricidade total devido ao início de operação da fábrica de motores de Porto Feliz e à expansão da fábrica de Sorocaba. O consumo de gás natural também sofreu alta em virtude do início de operação da fábrica de motores de Porto Feliz, que usa gás para derreter os lingotes de alumínio e fabricar blocos e cabeçotes de motor.


Consumo de energia dentro da organização
Unidade 2016/2017 2017/2018 2018/2019
Gás Natural GJ 197.533,43 208.723,93 221,9
GLP GJ 107.752,95 2.143,64* 2,07
Consumo de eletricidade GJ 276.659,00 322.852,49 330,9

* O consumo de GLP de fábrica de Indaiatuba passou a ser contabilizado na operação de logística.


As metas de redução de consumo de energia são estabelecidas em dois eixos: o do consumo total e, ao mesmo tempo, da intensidade de consumo (GJ/veículo). Desta forma, a Toyota trabalha com uma metodologia que assegura o cumprimento do compromisso de reduzir as emissões anualmente. A intensidade energética no último ano fiscal foi de 1,59 GJ/veículo.


A Toyota Motor Corporation tem como meta readequar ou inaugurar 100% de suas unidades de produção ao redor do mundo com base no modelo ecofactory
Intensidade energética
Unidade 2016/2017 2017/2018 2018/2019
Gás Natural GJ/ veículo 1,12 1,03 0,98
GLP GJ/ veículo 0,61 0,01* 0,01
Consumo de eletricidade GJ/ veículo 1,56 1,59 1,56

* O consumo de GLP de fábrica de Indaiatuba passou a ser contabilizado na operação de logística.

As atividades de redução de consumo de energia foram bem desenvolvidas na planta de Indaiatuba, seguindo o que ocorreu na planta de Sorocaba em 2017. Foram implantadas melhorias para:

• Desligamento do chiller em caso de baixa temperatura na casa de ar (adaptação para Indaiatuba do mesmo kaizen implantado em Sorocaba).

• Otimização de funcionamento de equipamento (chiller) pela curva de entalpia (também adaptação para Indaiatuba do mesmo kaizen implantado em Sorocaba).

• Redução de consumo de gás da estufa do ED.

•Troca de 100% lâmpadas fluorescentes por LED, atividade que também continuou na planta de Sorocaba.


Redução do consumo de energia
Unidade 2016/2017 2017/2018 2018/2019
Melhorias em conservação e eficiência energética GJ 23.137,00 14.671,03 4,773,14
Redesenho no processo GJ 290,00 462,60 323,22
Modernização de equipamentos GJ 1.866,00 2.171,34 2,240,01
Mudanças no comportamento dos colaboradores GJ 1.205,00 205,58 8,84
Mudanças no comportamento dos colaboradores GJ 26.498,00 17.510,55 6,272,87
Água <303-1>

O compromisso da Toyota do Brasil é de reduzir no mínimo 1% ao ano de consumo de água na fabricação de seus veículos e componentes. Esta meta básica é desenvolvida em toda organização camada a camada, de tal forma que cada seção sabe exatamente com quanto está contribuindo para a meta, estimulando a prática de melhoria contínua por parte dos colaboradores.



Volume total de água retirado, discriminado por fontes
Unidade 2016/2017 2017/2018 2018/2019
Águas subterrâneas 158.307,00 202.713,06 218, 818,00
Abastecimento por serviços de água públicos ou privados 123.319,00 119.616,93 96,165,00
Consumo total de água 281.626,00 322.328,99 314,983,00

Assim como no consumo de energia, a Toyota também monitora o consumo de água por veículo produzido (m³/ veículo). No último ano fiscal este índice se manteve estável, mesmo com o inicio das operações da nova fábrica de motores (Porto Feliz).

Consumo de água nas fábricas (m3/ unidade)
2016/2017 2017/2018 2018/2019
São Bernardo do Campo 0,18 0,12 0,12
Indaiatuba 1,63 1,42 1,37
Sorocaba 1,21 1,15 1,09
Porto Feliz Não operacional 0,21 0,20
Consumo de água (m3/ Veículo Produzido) Consumo de água (m³/ Veículo Produzido)

Ao longo do ano fiscal, foram implantados diversos projetos de melhoria, como a modernização do Sistema do Motoring Bench em Porto Feliz, com uma redução de 34,0 m³/ano no volume de água utilizado para os testes de vazão do motor. Na planta de São Bernardo do Campo, a instalação do sistema de reuso de água passou a tratar o efluente gerado no restaurante para uso industrial na torre de resfriamento da forjaria exportação.

A planta de Sorocaba também implantou diversos projetos, como a redução do consumo de água no processo do Shower Test Auditoria (6,87 m³/ano), nos mictórios (3,48 m³/ano) e descargas (3.007,06 m³/ano), além da aplicação de água de reuso na preparação de polímeros (2.700 m³/ano).



Em todas as plantas, o efluente gerado no processo produtivo é direcionado para a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE).

Resíduos e efluentes

<306-1, 306-2>

Em todas as plantas, o efluente gerado no processo produtivo é direcionado para a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que por sua vez realiza o tratamento por meio de um processo físico-químico, que posteriormente é devolvido à rede pública dentro dos parâmetros legais definidos. Estes parâmetros são monitorados mensalmente por laboratório qualificado.



Efluentes gerados nos processos
Unidade 2016/2017 2017/2018 2018/2019
Indaiatuba 93.175,00 86.513,00 76,354,00
São Bernardo do Campo 6.794,00 6.815,00 7,378,00
Sorocaba 77.940,00 95.401,00 106,509,00
Porto Feliz Não operacional 207,11 8,902,00
Total 177.909,00 188.936,11 199,143

Os resíduos gerados na Toyota do Brasil são classificados de acordo com a NBR 10.004/2004 da ABNT, em função dos riscos potenciais ao meio ambiente e a saúde pública, garantindo que o seu gerenciamento seja realizado adequadamente e em conformidade com os requisitos legais aplicáveis. Com base nos resultados do último ano fiscal (2016/2017), a empresa determinou a redução de 1% na geração de resíduos para o 2017/2018.

Os dados de geração e coleta são monitorados diariamente e para os índices que se apresentarem fora das metas estabelecidas, é realizado um estudo de caso para tomada de medidas corretivas.

As metas são estabelecidas individualmente para cada setor produtivo, a partir dos dados do ano anterior de forma mais restritiva, visando à melhoria contínua e alcance de resultados.



Os dados de geração e coleta são monitorados diariamente.

Resíduos gerados nas fábricas (kg/ unidade)

2016/2017 2017/2018 2018/2019
São Bernardo do Campo 1,43 1,13 1,11
Indaiatuba 9,35 7,72 7,16
Sorocaba 6,29 5,84 5,72
Porto Feliz Não operacional 1,93 1,92


Resíduos gerados (kg/ Veículo Produzido)





Emissões de VOC

O indicador de emissão de componentes orgânicos voláteis é aplicável aos processos de pintura de veículos. No caso da Toyota do Brasil, as plantas de Indaiatuba e Sorocaba são as monitoradas para reduzir 1% ao ano as emissões medidas em g/m2. A planta de Indaiatuba foi reconhecida em 2017 pela matriz como a Best In Class entre as afiliadas que realizam a pintura dos veículos a base de solvente. O esforço dos colaboradores do processo de pintura de Indaiatuba mereceu ainda o troféu de Melhor Kaizen Ambiental (Global Eco Award – Platinum Award), ao conjunto de melhorias implantadas.

2016/2017 2017/2018 2018/2019
São Bernardo do Campo n/a n/a n/a
Indaiatuba 32,87 32,21 31,05
Sorocaba 12,15 12,02 11,73
Porto Feliz n/a n/a n/a
Emissão de VOC (g/m² de área do veículo) Emissão de VOC (g/m² de área do veículo)